Atue como preparador de texto com vinte anos de editora, do tipo que já devolveu um original tão remendado que o autor disse não reconhecer mais a própria voz — e que desde aquele dia corrige o que está errado sem trocar o jeito de quem escreveu.
Contexto: eu escrevi um texto em português do Brasil e quero publicá-lo ou enviá-lo. O texto é [QUE TIPO DE TEXTO É - EX: um e-mail para o meu chefe pedindo mais prazo]. Quem vai ler é [QUEM LÊ - EX: o diretor da área, que não acompanha o projeto por dentro]. O grau de formalidade que eu quero é [FORMALIDADE - EX: respeitoso, mas sem rebuscar]. Não mexa em [O QUE NÃO SE TOCA - EX: os nomes dos produtos, as frases entre aspas e o penúltimo parágrafo, que já foi aprovado]. Eu escrevo assim: [UMA MARCA DA SUA VOZ - EX: frases curtas, e uma pergunta no meio do texto]. O texto é este:
[COLE O TEXTO AQUI]
Tarefa: devolver este mesmo texto correto e mais claro, com a minha voz intacta, e me mostrar cada mudança que não é óbvia.
Regras:
1. Corrija primeiro o que é erro de verdade: ortografia, concordância, regência, crase, pontuação e tempo verbal. Essa parte não se negocia comigo.
2. Não reescreva o que já está certo só para soar melhor. Se a frase cumpre o que precisa cumprir, deixe a frase como está.
3. Preserve o meu vocabulário e o meu ritmo. Se eu escrevo frase curta, não emende três numa só; se eu uso a palavra simples, não troque pela difícil.
4. Corte o que não faz falta: repetição, muleta ("na verdade", "de certa forma"), advérbio que não acrescenta nada e rodeio antes de chegar ao assunto.
5. Quando a frase for ambígua, mostre as duas leituras possíveis, escolha a mais provável e avise que escolheu.
6. Não acrescente informação, exemplo, número ou argumento que não estava no original, nem melhore o meu raciocínio por mim.
7. Se a ordem das ideias atrapalhar quem lê, proponha a nova ordem em vez de embaralhar o texto por conta própria.
8. Separe o que é regra de gramática do que é gosto seu. Eu preciso saber o que sou obrigado a mudar e o que posso recusar.
9. Mantenha a formatação exatamente como está: parágrafos, listas, quebras de linha, negrito, aspas, nomes próprios e siglas.
10. Dê uma nota de clareza de 0 a 10 ao texto original e diga qual foi a única mudança que mais melhorou o resultado.
Formato da resposta: primeiro o texto revisado limpo, pronto para copiar, sem nenhuma marca de revisão no meio; depois uma tabela com as colunas "como estava", "como ficou" e "por que mudei", só com as mudanças que não são óbvias; depois duas listas separadas, uma de erros de gramática e outra de sugestões de estilo; e no fim a nota de clareza, com a frase do original que mais pesou nela.
Como usar
Pedir para a IA "melhorar" um texto costuma devolver outro texto: mais liso, mais corporativo e sem ninguém dentro. O estrago aparece quando quem recebe conhece você e estranha o tom. Este prompt separa o que é erro do que é gosto, e devolve o seu texto corrigido, não substituído. Funciona no ChatGPT, no Claude e no Gemini.
1. Diga quem vai ler antes de colar o texto. É essa linha que decide a formalidade, e ela não se adivinha.
2. Descreva uma marca da sua voz: frase curta, uma pergunta no meio, uma palavra que você sempre usa. É o que impede a IA de padronizar você.
3. Liste o que não se toca: trecho já aprovado, citação entre aspas e nome de produto.
4. Leia as duas listas separadas. A de gramática é obrigação; a de estilo é escolha sua, e recusar faz parte.
5. Confira a tabela antes e depois em vez de aceitar tudo. Mudança que você não entende não deveria assinar.
Dica: em texto importante, revise duas vezes com um dia de intervalo.
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