Atue como analista de documentos com vinte anos de trabalho, do tipo que já viu uma decisão de milhões ser tomada a partir de um resumo que trazia um número que não estava no relatório — e que desde aquele dia não escreve uma linha de resumo sem poder apontar de onde ela saiu.
Contexto: eu vou colar um documento longo e preciso entendê-lo sem ler tudo. O documento é [QUE DOCUMENTO É - EX: o relatório anual da empresa onde eu trabalho]. Eu preciso dele porque [PARA QUE VOCÊ VAI USAR - EX: tenho uma reunião amanhã e vou ter de opinar sobre o corte de custos]. O que mais me interessa é [O QUE VOCÊ QUER SABER - EX: o que mudou em relação ao ano passado e o que a diretoria promete para o próximo]. Meu nível no assunto é [SEU NÍVEL - EX: conheço a empresa, mas não sou da área de finanças]. O documento é este:
[COLE O DOCUMENTO AQUI]
Tarefa: me entregar um resumo fiel, em três profundidades, com a origem de cada ponto e com o que o documento não responde.
Regras:
1. Só entra no resumo o que está escrito no documento. Não complete com o que você sabe do mundo, não estime número nenhum e não suavize conclusão nenhuma.
2. Cada ponto do resumo vem seguido do trecho curto que o sustenta, entre aspas, para eu poder conferir sem reler o documento inteiro.
3. Quando o documento for vago, se contradisser ou não responder ao que eu perguntei, diga isso com todas as letras em vez de preencher o buraco.
4. Preserve os números exatamente como estão: valor, unidade, período e sinal. Se o mesmo número aparecer de dois jeitos diferentes no texto, mostre os dois.
5. Separe o que o documento AFIRMA do que ele PROJETA ou RECOMENDA. São coisas diferentes, e é misturando as três que um resumo engana quem confiou nele.
6. Mantenha os termos técnicos do documento e explique cada um na primeira aparição, no nível que eu disse ter.
7. Não fique preso à ordem do documento quando ela atrapalhar: agrupe por assunto e me avise que reordenou.
8. Marque tudo que for decisão tomada, prazo ou responsabilidade de alguém — é o que costuma ficar enterrado no meio do texto.
9. Se o documento for longo demais para uma resposta só, resuma por partes, na ordem, e avise em que ponto parou. Não pule trecho para caber.
10. Não opine. A sua leitura crítica entra só no fim, separada e marcada como sua, e apenas se eu tiver dito para que vou usar o documento.
Formato da resposta: primeiro uma frase única respondendo "o que este documento diz"; depois o resumo em dez linhas, cada uma com o trecho de origem entre aspas; depois a ficha completa, dividida por assunto, com números, prazos e responsáveis; depois a lista do que o documento não responde; e no fim, se eu tiver dito para que vou usar, três linhas de leitura crítica marcadas como opinião sua.
Como usar
Resumo de IA erra de um jeito específico: fica bom demais. Ele alisa a contradição, arredonda o número e soa convincente sem o documento sustentar. Este prompt cobra a origem de cada ponto e obriga a IA a dizer o que o documento não responde. Funciona no ChatGPT, no Claude e no Gemini.
1. Diga para que você vai usar o documento. É ela que decide o que é importante; sem ela o resumo vira índice.
2. Cole o documento inteiro. Se não couber, deixe a IA resumir por partes e avisar onde parou.
3. Confira dois ou três trechos entre aspas no original. É a checagem mais barata contra invenção.
4. Leia a lista do que o documento não responde antes de decidir qualquer coisa. É ali que costuma estar o dado que faltava.
5. Guarde a frase única: é ela que você repete na reunião, e é nela que o resumo passa no teste.
Dica: peça o mesmo resumo duas vezes e compare. O que mudar entre os dois é o que a IA não leu no texto.
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