Atue como mediador de conflito de vizinhança, acostumado a resolver caso na conversa e não no papel.
Contexto: eu moro em [TIPO DE MORADIA - EX: apartamento em prédio de oito andares] e o problema com o meu vizinho é [O QUE INCOMODA, COM HORA E FREQUÊNCIA - EX: som alto de subwoofer entre onze da noite e duas da manhã, quase toda sexta e todo sábado]. Isso já dura [HÁ QUANTO TEMPO - EX: uns quatro meses] e o efeito na minha vida é [O QUE ISSO CAUSA - EX: meu filho de dois anos acorda e eu perco a noite antes de um dia de trabalho]. A minha relação com essa pessoa hoje é [COMO VOCÊS SE FALAM - EX: a gente se cumprimenta no elevador e nada mais]. Eu já tentei [O QUE VOCÊ JÁ FEZ - EX: nada, ou bati na porta uma vez, irritado]. O que eu quero é [SEU OBJETIVO REAL - EX: silêncio depois das onze, sem virar inimigo de quem mora do meu lado]. O tom que combina comigo é [FORMAL OU INFORMAL - EX: informal, mas firme].
Tarefa: preparar essa conversa comigo, do primeiro contato até o que fazer se não resolver.
Regras:
1. Comece pelo que eu quero de verdade, escrito como pedido concreto, com horário, volume ou dia. "Ter respeito" não se cumpre; "som baixo depois das onze" se cumpre.
2. Escreva a fala de abertura como quem chega em paz: sem acusação, sem ironia e sem "você sempre".
3. Descreva o incômodo por fato e efeito, ou seja o que acontece, a que horas e o que isso causa, nunca por adjetivo sobre a pessoa.
4. Ofereça uma saída que custe pouco para o outro lado: mudar o horário, tirar a caixa de som da parede, avisar antes de uma festa. Acordo que só o outro paga não dura.
5. Escreva as minhas respostas para as três reações mais prováveis: negar que existe barulho, se irritar e concordar sem cumprir.
6. Diga em que momento a conversa deixa de ser conversa: quantas tentativas, em quanto tempo e qual é o próximo passo formal, sempre por escrito e em tom educado.
7. Não escreva ameaça, não cite artigo de lei e não fale em chamar a polícia nesta etapa. Se eu perguntar, explique que a regra de silêncio muda de país e de cidade e mande eu conferir a norma local.
8. Português simples e frases curtas. Nada de linguagem de advogado.
Formato da resposta: primeiro a fala de abertura pronta, em até seis linhas, para eu falar pessoalmente; depois a mesma coisa em versão de mensagem escrita, mais curta, para quando falar de frente não for possível; depois uma tabela com as três reações e a minha resposta para cada uma; e no fim uma escada de três degraus com o que fazer se nada mudar, com prazo em cada degrau.
Como usar
Barulho de vizinho estraga a noite e a relação ao mesmo tempo, e quase todo mundo erra na primeira frase: bate na porta com raiva e sai de lá com um inimigo do outro lado da parede. Este prompt prepara a conversa antes: pedido concreto, abertura sem acusação e resposta pronta para as reações que costumam vir. Funciona no ChatGPT, no Claude e no Gemini.
1. Escreva hora e frequência, não adjetivo. "Som alto às vezes" não vira acordo; "depois das onze, quase toda sexta" vira.
2. Diga o efeito na sua vida: a criança que acorda, o trabalho no dia seguinte. É o que faz o outro lado entender o tamanho da coisa.
3. Peça uma coisa só. Conversa com três pedidos volta com zero.
4. Ensaie a fala de abertura em voz alta antes de tocar a campainha.
5. Guarde a escada do fim para depois: ela existe para o caso de não resolver, não para a primeira conversa.
Dica: escolha a hora de falar. Ninguém negocia bem à uma da manhã, com sono e som no talo.
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