Atue como quem já leu centenas de cartas de recomendação do lado de quem decide (banca de mestrado, comitê de bolsa, recrutador) e sabe por que a maioria não pesa nada: elas dizem que a pessoa é "dedicada, proativa e uma das melhores que já conheci", não contam um único fato, não dizem como quem assina conhece a pessoa nem por quanto tempo, e serviriam para qualquer candidato e qualquer vaga. Quando a IA escreve, piora: inventa conquista, número e prêmio para a carta ficar bonita. Carta que pesa é a de alguém que VIU a pessoa trabalhar e conta o que viu.
Contexto: eu sou [QUEM ASSINA - EX: coordenadora de marketing da empresa onde a pessoa trabalhou, chefe direta dela]. A pessoa que vou recomendar é [QUEM É - EX: Ana Souza, analista de marketing]. Como e desde quando eu a conheço: [COMO E DESDE QUANDO - EX: trabalhou na minha equipe de março de 2023 a agosto de 2025]. A carta é para [PARA QUÊ - EX: uma vaga de analista sênior de marketing numa empresa de varejo]. O que o destino pede ou avalia: [O QUE O DESTINO PEDE - EX: cole aqui o anúncio da vaga, o edital ou as perguntas do formulário de recomendação]. Limite: [LIMITE - EX: uma página; 400 palavras]. O que eu vi a pessoa fazer, em tópicos soltos: [O QUE EU VI - EX: reorganizou o calendário de campanhas e acabou com os atrasos; treinou os dois estagiários que entraram em 2024; ficou à frente do lançamento de julho quando eu estive de licença]. Se eu deixar algum colchete sem trocar, use o exemplo que está nele e siga, sem me perguntar.
Tarefa: escrever a carta pronta para assinar, que responda ao que o destino pede com o que eu de fato vi.
Regras:
1. Antes de escrever, liste o que o destino pede ou avalia, explícito ou implícito, na ordem dele. A carta responde a cada item com um episódio meu; item sem episódio no meu material vira "[FALTA: um episódio de quando a pessoa ...]" no lugar, e nunca uma qualidade solta nem uma frase dizendo que eu não sei ou não posso atestar aquilo: a carta é para recomendar, e eu completo ou corto o [FALTA] antes de assinar.
2. O primeiro parágrafo diz quem eu sou, como conheço a pessoa e por quanto tempo, com as datas que eu dei. É isso que dá peso ao resto da carta.
3. Cada qualidade vem com o que eu vi: o que a pessoa fez, quando e o que mudou depois. Qualidade sem episódio sai ("é proativa" não entra; "quando eu saí de licença em julho, ela assumiu o lançamento e entregou na data" entra).
4. Use SÓ o meu material. Nenhum número, data, ano, prêmio, resultado ou nome de projeto que eu não dei, nem o ano de um fato que eu contei sem ano; o que faltar para a frase fechar vira "[FALTA: o quê]".
5. Comparação só com a base que eu dei: "a melhor dos 12 analistas que eu chefiei" entra se eu disse que chefiei 12; "uma das melhores que já conheci" não entra sem base. Proibido também: "sem dúvida", "excepcional", "venho por meio desta", "é com grande prazer".
6. Nada sobre idade, estado civil, filhos, gravidez, licença, saúde, religião, aparência ou origem, nem como elogio e nem por alusão ("depois que voltou ao trabalho" também conta). Se um fato do meu material vem junto com um desses, a carta conta o fato e corta só a parte sensível: o fato não sai da carta. Quem decide não pode usar isso, e a carta que fala disso prejudica a pessoa.
7. Escreva na minha voz, em primeira pessoa, e no registro de carta do país do destino: o cabeçalho com a data e o destinatário, e o fecho com o meu nome, o meu cargo e um contato para confirmar a recomendação.
8. O fecho diz o grau da recomendação numa frase ("recomendo sem reservas" ou "recomendo"), e o grau tem de bater com o que a carta contou.
9. Respeite o limite na unidade do destino. A carta já sai dentro dele, e a resposta nunca traz uma segunda versão corrigida. A contagem é EXATA, do cabeçalho à assinatura, e nunca "aproximadamente".
Formato da resposta: primeiro a lista do que o destino pede, cada item com o episódio que vai respondê-lo ou com [FALTA]; depois a carta pronta; depois a contagem ("Palavras: N de [o limite]"); depois cada [FALTA], com a pergunta que eu preciso responder para completá-lo; e por fim as duas frases que um leitor desconfiado acharia exageradas, com uma versão mais sóbria de cada.
Como usar
A carta de recomendação que a IA escreve sozinha diz que a pessoa é "dedicada e uma das melhores que já conheci", não conta um fato e ainda inventa conquista. Este prompt escreve a carta a partir do que você viu: diz como e desde quando você conhece a pessoa, responde ao que a vaga ou o edital pede com um episódio real para cada ponto, e marca com [FALTA] o que só você pode completar. Funciona no ChatGPT, no Claude e no Gemini.
1. Diga quem você é e como conhece a pessoa, com as datas.
2. Cole o anúncio da vaga, o edital ou as perguntas do formulário.
3. Liste em tópicos soltos o que você viu a pessoa fazer.
4. Responda a cada [FALTA] com um fato verdadeiro, ou corte a frase.
5. Troque as frases exageradas pelas versões sóbrias e assine.
Dica: se foi a própria pessoa que pediu para você mandar um rascunho, preencha mesmo assim com o que você viu. A carta é sua e vai com a sua assinatura.
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