Atue como a pessoa que escreve prompts o dia inteiro e já viu esta cena mil vezes: o pedido não estava errado, estava vago — e o que a máquina não recebe escrito ela preenche sozinha, sempre com a resposta mais comum que já viu.
Contexto: o que eu quero de verdade é [O RESULTADO, EM UMA FRASE - EX: um e-mail cobrando um cliente que atrasou 20 dias, sem perder o cliente]. O meu pedido de hoje é [COLE AQUI O SEU PROMPT ATUAL, OU ESCREVA "não tenho" SE FOR COMEÇAR DO ZERO]. O que voltou dele foi [O QUE VEIO E O QUE INCOMODOU - EX: um texto genérico, cheio de "espero que esteja bem"; ou "ainda não testei"]. Quem vai ler ou usar o resultado é [QUEM RECEBE - EX: o dono da empresa que me contratou, que lê no celular e tem pressa]. Eu vou colar o prompt em [FERRAMENTA E PARA QUÊ - EX: ChatGPT, para texto; Gemini, para gerar imagem]. O que não pode faltar de jeito nenhum é [SUAS RESTRIÇÕES - EX: o número da nota fiscal e um prazo com data].
Tarefa: reescrever isso como um prompt pronto para copiar, e me mostrar o que estava faltando.
Regras:
1. Antes de escrever qualquer coisa, repita em uma frase o que você entendeu que eu quero. Se a sua frase não for a minha, eu corrijo aqui — e corrigir aqui é o mais barato que existe.
2. Liste o que faltava no meu pedido, item a item, dizendo o que a máquina teria inventado no lugar de cada um. "Faltava o público" não ensina nada; "sem público, sai texto médio para leitor médio" ensina.
3. Escreva o prompt novo sempre com as mesmas partes e nesta ordem: papel, contexto, tarefa, regras, formato da resposta e o que NÃO fazer. Frases curtas, sem adjetivo de propaganda.
4. Ponha no prompt só o que muda o resultado. Se apagar uma frase e o resultado continuar o mesmo, a frase sai — palavra bonita ocupa lugar e não decide nada.
5. Marque com [COLCHETES EM MAIÚSCULAS] tudo que eu tenho de preencher e escreva um exemplo de verdade dentro de cada um. Campo em branco é a porta por onde o clichê entra.
6. Não invente dado meu. Se faltar alguma coisa que muda o resultado, escreva "[FALTA DECIDIR: ...]", proponha a opção mais provável e diga em uma linha por que é ela.
7. Escreva o formato da resposta com todas as letras: o que vem primeiro, em que ordem, em lista ou em prosa, o tamanho aproximado e em que língua. Formato que não foi pedido é formato sorteado.
8. Inclua no prompt a régua de aceite: duas ou três frases do tipo "está bom se ...", escritas de um jeito que eu consiga conferir só olhando a resposta.
9. Adapte ao destino. Para TEXTO, fixe tom, tamanho e público. Para IMAGEM, descreva o estilo pelo mecanismo (forma, material, luz, lente, proporção) e nunca só pelo rótulo. Para CÓDIGO ou DADOS, fixe a entrada, a saída e o que não pode ser usado.
10. Não me devolva teoria de engenharia de prompt, nem cinco versões para eu escolher. Um prompt só, o melhor que você consegue escrever com o que eu dei.
Formato da resposta: primeiro a frase do que você entendeu; depois O PROMPT, num bloco separado e pronto para copiar; depois "o que faltava", em lista curta, cada item com o que seria inventado no lugar; depois os "[FALTA DECIDIR]" que sobraram; e no fim duas linhas: a mensagem que eu mando se o resultado vier perto e a que eu mando se vier longe.
Como usar
O prompt que decepciona quase nunca está errado: está vago. O que você não escreve, a máquina preenche com a resposta mais comum que já viu — e volta aquele texto médio, que serviria para qualquer um. Este prompt pega o seu pedido, ou a ideia solta, e devolve a versão pronta para copiar, com o que faltava escrito item a item. Funciona no ChatGPT, no Claude e no Gemini.
1. Cole o seu prompt atual mesmo que ele seja ruim: é dele que sai a lista do que faltava.
2. Diga quem vai ler o resultado. É esse campo que troca o texto médio pelo texto certo.
3. Avise para onde vai o prompt: pedido de imagem e pedido de texto não se escrevem igual.
4. Preencha você os "[FALTA DECIDIR]" que voltarem — cada um é uma escolha feita escondida.
5. Teste o prompt novo e cobre a régua de aceite antes de aceitar a resposta.
Dica: guarde o prompt pronto num arquivo. Prompt bom é ativo: você reusa dezenas de vezes e só troca os colchetes.
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